#FromMyPlaylist | An Interview With First Breath After Coma

#FromMyPlaylist | An Interview With First Breath After Coma


Depois de alguns meses sem #FromMyPlaylist (podem ler o primeiro post com a Jade Bird AQUI), estes posts estão de volta e estou muito contente por, finalmente, ter aqui uma banda portuguesa que gosto muito. Como sabem, nestes posts entrevisto artistas/bandas que partilho nas minhas playlist mensais e desde que vi os First Breath After Coma ao vivo no Paredes de Coura que se tornaram numa das minhas bandas favoritas. Fiquem então com a entrevista à banda.

Confesso que não conhecia muito bem a banda, mas vi-vos no Paredes de Coura este ano e desde então que tenho vindo a acompanhar o vosso trabalho. Como recordam esse dia? Era um objectivo vosso tocar no palco principal do Paredes de Coura?

Foi muito emotivo. Já somos festivaleiros desde 2008 no PdC, antes de iniciarmos esta aventura como FBAC e é muito gratificante ver o nosso trabalho ser reconhecido pelo festival. Já passámos pelo palco da vila com o primeiro álbum, o segundo levou-nos ao palco secundário e, finalmente, com o terceiro subimos ao principal. Sem dúvida, é um sentimento mágico, mas, também, trabalhamos muito para alcançar os nossos sonhos. Este, foi mais um.

E têm algum concerto que tenha sido mesmo memorável para vocês enquanto banda?

Há sempre concertos que nos marcam, felizmente, têm sido muitos. Recentemente, o concerto no Bons Sons, em Paredes de Coura e as aberturas para os Efterklang no Porto e em Lisboa.

O vosso último álbum, 'NU', além de ser um álbum musical, é também um álbum visual. Como surgiu essa ideia?

Essa ideia surgiu no primeiro álbum. O som e a imagem para nós, andam de mãos dadas. Simplesmente, não tínhamos, nessa altura, as valências necessárias para o fazer. Ao partir para a criação do 'NU', achámos que estávamos preparados, com a experiência adquirida na CASOTA Collective, para fazer algo ambicioso e acabou por acontecer de forma orgânica.


Comparando com os vossos outros trabalhos, senti que este último álbum é mais íntimo que os anteriores. Foi por essa razão que o intitularam de 'NU'?

Este álbum quebrou o medo que sentíamos quando queríamos falar de nós nas músicas que fazemos. Os primeiros dois álbuns são influenciados por viagens, sons, livros, filmes...sempre por algo à nossa volta, que nos rodeava e acabava por nos fazer sentir alguma coisa. O 'NU' foi a viagem oposta, onde olhámos para dentro de nós, para o que sentíamos e de que forma, dentro desse labirinto emocional, interagíamos com o exterior. O som 'NU', foneticamente, enquadrava-se nas mensagens que queríamos passar - "novo" em inglês, "agora" em dinamarquês ou "nu" em português. Estávamos prontos para contar tudo a nu com uma nova sonoridade.

O que ambicionam enquanto banda?

O importante é fazermos sempre o que nos faz sentir felizes. Só assim, as ambições, que são muitas, acabam por acontecer.

Quais os projectos para o futuro? Já pensam no próximo álbum?

Sim, esse será sempre o projecto para o futuro. Fazer álbuns, explorando sonoridades diferentes. Queremos começar em 2020 a esboçar o próximo.

Andam em digressão neste momento. Onde podemos acompanhar o vosso trabalho e ficar a par de todas as datas dos vossos próximos concertos?

Neste momento, estamos a fazer o circuito da Super Nova. Até ao fim do ano, ainda faltam três datas. Dia 16 de Novembro no Gretua em Aveiro, dia 30 de Novembro no Salão Brazil e dia 14 de Dezembro no Carmo 81 em Viseu.


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