Já há imenso tempo que queria ler este livro. Por diversas vezes, ouvi a Dolly Alderon (uma escritora que adoro) dizer só coisas boas sobre ele, por isso quando o vi numa livraria em Edimburgo, trouxe-o comigo imediatamente. O livro em questão é o 'I Feel About My Neck' da Nora Ephron, uma jornalista, escritora e argumentista americana (provavelmente, conhecem o nome dela do filme 'When Harry Met Sally'). Adorei. É, sem dúvida, o meu tipo de livro. É uma coleção de crónicas que abordam temas como envelhecer, divórcio, maternidade, o que significa envelhecer quando se é mulher e tudo aquilo porque uma mulher passa. Sendo uma rapariga de 26 anos, não posso dizer que me identifiquei com todas estas crónicas, por enquanto, não me sinto mal pelo meu pescoço. Ainda. (A autora refere-se às rugas que aparecem no pescoço quando envelhecemos que são bastante difíceis de esconder). Mas adorei cada uma destas crónicas. Consegui percebê-las. Estaria a mentir se dissesse que nunca pensei sobre envelhecer ou como será esse processo para mim. Qualquer mulher pensa sobre isso. Mas ao mesmo tempo que a escritora nos faz pensar sobre estes assuntos, também nos faz rir. Imenso. Numa crónica chega mesmo a a dizer que qualquer pessoa com 26 anos devia estar a usar um bikini. Será que devia ir buscar e vestir o meu bikini neste momento (vou deixar a frase no fim para referência)? A Norh convenceu-me que sim. Sem dúvida, que recomendo imenso este livro. Mal posso esperar por ler novamente em diferentes fases da minha vida, talvez quando começar a sentir-me um pouco mal pelo meu pescoço. Esta edição que comprei traz uma introdução escrita pela Dolly Alderton onde ela diz que oferece este livro a todas as suas amigas e percebo-a perfeitamente. Daria uma cópia a cada um de vocês se pudesse. Mas posso-vos dizer para comprarem este livro. Vão adorar.


For the longest time, I've been wanting to read this book. I saw Dolly Alderton (a writer that I really love) rave about it time and time again, so when I saw it at a bookshop in Edinburgh, I immediately brought it with me. The book I'm talking about is 'I Feel Bad About My Neck' by Nora Ephron, an American journalist, writer, and award-winning filmmaker (you probably know her from When Harry Met Sally). I truly loved it. This is so my kind of book. It's a collection of essays that touch on topics such as ageing, divorce, mothering, what it means to be a woman growing older, and the indignities women suffer when they are older. As a 26-year-old girl, I can't say I related to all these essays, I mean, I don't feel bad about my neck. Yet. (The author is referring to all the wrinkles you get on your neck when you get older that are quite hard to disguise). But I loved every single one of them. And I can understand them. I would be lying if I said I don't think about ageing and growing older. Every woman does. But as these essays make you think about these topics, they also make you laugh. A lot. I mean, she even says any 26-year-old girl should always be in a bikini, I mean, should I go and put on mine right now (I'll leave the quote below for reference)? Norah totally convinced me I should. I highly recommend it. And I can't wait to read it again, once I'm older and maybe I started feeling bad about my neck. This edition I bought of the book has an introduction written by Dolly Alderton where she says she gives this book to all her friends, and I totally understand why. I would give one to each one of you reading this if I could. But I can say, buy this book. You will love it.



"Oh, how I regret not having worn a bikini for the entire year I was twenty-six. If anyone young is reading this, go, right this minute, put on a bikini, and don't take if off until you're thirty-four."


Tenho a certeza que já viram aqueles vídeos no TikTok onde as pessoas mostram as suas diferentes eras durante o ano. Eu não sei quantas eras vivi este ano, mas tenho a certeza que estou a passar pela minha era das saias já há alguns meses. O que é bastante chocante para mim, pois eu odiava saias. Nunca as usava e era, para mim, uma tortura usá-las. Tenho a certeza que em criança passaram por aquela fase em que a vossa mãe deixou de escolher a vossa roupa e passaram a ser vocês a fazê-lo. A minha foi bastante difícil porque a minha mãe só me queria pôr a usar saias e vestidos, e eu só queria usar calças. Todos os dias, a toda a hora. Depois fui crescendo e quando comecei a publicar os meus outfits online, acho que comecei a incorporar mais saias nos meus outfits, mas, mesmo assim, a maior parte das vezes usava calças. Acho que, inconscientemente, sempre olhei para as saias como algo super feminino. E, para mim, isso era mau. Não queria ser vista como uma rapariga super feminina, pois, para mim, isso era sinónimo de ser super frágil e inocente, tudo o que eu não queria ser (ou pelo menos, parecer). Mas acho que finalmente percebi que uma saia é apenas uma saia. Que uma saia é apenas uma peça de roupa. Pessoalmente, adoro que cada vez mais homens também usem saias. E também já percebi que não há nada de errado em ser feminina. Que ser feminina pode significar tantas diversas coisas. Não é uma peça de roupa que vai ditar aquilo que realmente somos. E, para ser sincera, sinto-me mesmo badass quando uso as minhas saias. Hoje em dia, até acho que são uma peça de roupa com a qual nos podemos divertir bem mais e criar outfits bem mais diferentes. Não sei quem é esta pessoa que ama saias, mas estou a amar. Long live the skirt era.


I'm pretty sure you already saw those TikTok videos where people show their different eras throughout the year. I don't really know how many eras I lived this year but I'm sure I'm going through a skirt era for the last couple of months. Which is actually quite funny because I used to hate skirts. I just never wore them because I hated them. I'm sure you went through that phase as a kid when your mom stopped choosing your clothes and you started doing it yourself, mine was quite hard because my mom wanted me to put me always in skirts and little dresses, and I just wanted to wear trousers. All the time. Then I started growing up and once I started showing my outfits online, I think I started incorporating skirts and dresses a bit more often, but still, most of the time I was in trousers. I think, unconsciously, I always look at skirts as something super feminine. And, to me, that was bad. I didn't want to be seen as a super feminine girl. Because, to me, that meant being fragile and innocent, and I just wanted to be the opposite of all that. But I think I finally realize that a skirt is just a skirt. That a skirt is just a piece of clothing. Honestly, I think it's super cool that men are starting to wear skirts as well. And it's totally okay to be feminine. I finally realize that being feminine can mean so many different things. It's not a garment that will showcase your true self and how you showcase your femininity. And, to be honest, I feel like a badass in my skirts. I'm having so much fun wearing them, and I never felt better. So I came from never wearing skirts to wear one almost every single day. I even think that they are way much more fun to style than trousers. I don't even know who this person is anymore, but I love her. Long live the skirt era.


all outfit SECOND HAND



Finalmente, estou num bom caminho quanto à leitura, sinto que já tenho a minha rotina de volta, e, por isso, tenho bastante livros que quero partilhar com vocês. Um dos últimos que li foi o 'De Amanhã em Amanhã' da Gabrille Zevin. Foi-me emprestado por uma amiga (thanks Marta) e, como ela tinha gostado tanto, tinha as expectativas bem altas. E não desapontou. De Amanhã em Amanhã segue a vida de dois amigos, Sam e Sadie, cujas vidas giram à volta do seu amor por videojogos. Sim, neste livro fala-se imenso sobre videojogos. Por vezes, estamos mesmo dentro do jogo. Mas não deixem que isto vos pare de ler este livro. Eu não jogo videojogos. Tirando Sims, não sei nada sobre o assunto. Não os conheço e nunca foi algo que me interessasse, no entanto, a autora sabe como escrever sobre o assunto sem se tornar aborrecido. Mas a história também é muito mais que apenas videojogos. É um livro sobre amizade e os seus altos e baixos. Sobre amor, paixão e como todos estes sentimentos, por vezes, deixam de existir. É sobre sucesso e falhanços. Gostei mesmo muito. É um livro longo, mas é daqueles livros que se devoram e já sentia saudades de ler algo assim. Em livros mais longos, consegues mesmo envolver-te com as personagens e conhece-las. Passam a ser teus conhecidos, quer gostes ou não delas (e, neste livro, por vezes não gostamos delas). Sentia saudades disso. Super que recomendo o livro e quero muito ler outras obras desta escritora.


Finally, I'm on a good track when it comes to reading and I feel like my reading routine is back, so I have a lot of books I want to share with you. One of the latest I read was 'Tomorrow, and Tomorrow, and Tomorrow' by Gabrille Zevin. The book was lent to me by a friend (thanks Marta) and since she enjoyed it so much, my expectations were very high. And it didn't disappoint. Tomorrow, and Tomorrow, and Tomorrow follows the lives of two friends, Sam and Sadie, whose lives are intertwined around their love of gaming. So yeah, this book is a lot about video games. Sometimes we are even in the game. But don't let this put you off. I don't play video games. Apart from Sims, I don't know nothing about them. I don't know any video games, and I was never into it, but the writer really knows how to write about them without being boring. But despite the story being around video games, it's also much more than that. It's about friendship and its ups and downs. About falling in love, and falling out. It's about sucess and failure. I really loved it. It's very long but it really is a page turner, and I really missed reading something like this. In long books you can really get to know the characters. You follow them for a long time and get invested in them, either you liked them or hated them (you will hated them for a while in this book). I really missed that. Highly recommend it, and can't wait to read more from this author.




"If you're always aiming for perfection, you won't make anything at all."

 


Em 2017, escrevi um post com 3 dicas para fazerem compras na Black Friday. Em 2018 publiquei os "melhores" códigos de desconto para aproveitarem ao máximo. E em 2019 publiquei uma pequena reflexão sobre este dia (que no fundo são semanas e semanas) e de como devemos pensar antes de fazer certas compras. Hoje, como é de esperar, sou muito mais parecida ao meu eu de 2019, mas mesmo assim tenho mais algumas coisas a acrescentar ao tema. Eu tento mesmo não seguir esse tipo de conteúdo, mas tenho a certeza que, tal como eu, já vos apareceram no vosso feed várias influencers a partilhar os melhores deals, os sítios onde devem comprar e todas as promoções que têm mesmo de aproveitar. A verdade é que podia fazer bastante dinheiro se também eu fizesse isso. Mas estaria a ir contra tudo aquilo que eu acredito e que vos tento transmitir com o meu conteúdo. Acho que já tomos sabemos que a indústria da moda é das que mais polui, que estamos a consumir demasiado e a comprar peças que vão acabar por ser usadas apenas uma vez, mas mesmo assim fazemos a escolha de continuar a fazer parte do problema. Por isso não, não irei partilhar qualquer promoção ou código de desconto para usarem nesta Black Friday. Tal como, não irei fazer nenhuma compra. Da mesma forma que não vou partilhar outfits festivos com as novas coleções que já apareceram nas lojas fast-fashion. Quero fazer algo com essa temática, até porque adoro, mas claro que irá ser de outro ângulo. Mas e vocês? Vão comprar alguma coisa nesta Black Friday? O quê? Precisam mesmo disso? Vamos falar sobre este assunto.


In 2017, I wrote a post with 3 tips for shopping on Black Friday. In 2018, I published the best Black Friday discount codes so you could enjoy them. In 2019, I wrote a little reflection on this day (that now is actually weeks) and how we should really think before buying something. Today, as you can expect, I'm much more like my 2019 self but I still have a few things that I want to add to this subject. I try not to follow that kind of content but I'm sure that, just like me, you already saw on your feed influencers sharing the best deals, the places where to buy and the discounts you should really go for. The truth is that I could do this myself and actually gain a lot of money. But that would be against everything I believe in and against the things I try to share with you through my content. We all already know that the fashion industry is really harmful, that we are all over-consuming, and buying things that we don't really need, but we still manage to be part of the problem. So no, I won't be sharing any discount or sale this Black Friday. Just like I'm not buying anything. And I won't be sharing festive outfits from the new collections that are already at all the fast-fashion stores. I want to do something on that subject because I love it, but I will do it on another way. But what about you? Are you buying something this Black Friday? What? Do you really need it? Let's talk about it.


 



Prometido é devido, por isso aqui está o meu Edimburgo Travel Guide com tudo aquilo que eu acho que devem visitar e fazer na cidade, os meus sítios favoritos para comer e, claro, onde ficar. Foi uma cidade pela qual fiquei apaixonada, gostei mesmo muito. No Instagram já podem encontrar o destaque com todos os sítios por onde passei, mas aqui está o meu Travel Guide. Espero que vos seja útil.


As promised, here is my Edinburgh Travel Guide with everything I think you should really visit and do in the city, my favourite places to eat and, of course, where to stay. I really loved the city, I fell in love with it. On Instagram you can already find the highlight of all the places I've been to, but here's my Travel Guide. I hope you find it useful.


What to Do

 


Eu sei que esta semana esteve mais parada aqui pelo blog, mas foi por uma boa causa. Se me seguem no Instagram, viram que estive pela Escócia. Foram dias fantásticos e adorei o país. Fiquem atentos que na próxima semana partilho o meu travel guide, mas entretanto ficam com as fotografias analógicas que fui tirando. Tinha mesmo muitas saudades de fotografar em analógico e adorei o resultado. Espero que gostem.


I know this week was a bit slow here on the blog, but it was for a good cause. If you follow me on Instagram, you saw that I was in Scotland. I had a fantastic time and loved the country. Stay tuned because next week I'll be sharing my travel guide, but meanwhile here are the analogue photos I took. I really missed shooting analogue, and I loved the result. I hope you like the photos.




Se estão a ler este post, então, provavelmente pertencem à minha equipa: pessoas que nos dias de hoje ainda leem blogs. Claro que consumo conteúdo nas redes sociais e adoro, mas nada se equipara a um post que foi trabalhado e pensando ao pormenor. Para mim, é um tipo de conteúdo onde se sente mesmo a paixão que a pessoa sente por isto. Mas, infelizmente, todos os meus blogs favoritos desapareceram. Especialmente os blogs de moda. Ou as bloggers deixaram de os actualizar ou então foram mesmo desativados. Ainda me lembro dos dias em que tirava sempre uns minutos do meu dia para visitar os meus blogs favoritos. Preparem-se para uma trip down memory lane em três, dois, um... Começava sempre pelos blogs suecos que eram os meus favoritos(Angelica Blick, Lisa Place a.k.a Lisa Olsson, Kenza Zouiten...), passava pelos espanhóis (Dulceida, Amlul, Collage Vintage) e acabava nos portugueses (Mexiquer, Last Time Around, Malmequer, Keep Calm and Shop Vintage, Fashion Avenue). Mencionei só alguns, porque imensos já nem me lembro do nome. Mais tarde, comecei a seguir blogs britânicos onde encontrei imensa inspiração e que acabaram por ser um ponto de viragem no meu tipo de conteúdo também: Shot From The Street, Ropes of Holland, Mira-me (eu sei que ela é portuguesa, mas decidi incluir neste grupo pois comecei a ler mais tarde). Todos eles acabaram por desaparecer. Eu percebo que as pessoas tenham visto algo mais nas redes sociais, algo mais rápido, mas tenho mesmo saudades desses tempos. Talvez não desse tipo de conteúdo do género "estou a vestir isto e isto e gosto muito por causa disto e disto", mas, como tudo neste mundo, também é possível evoluir num blog e criar conteúdo inspirador e com o qual nos identificamos. Tudo isto para vos perguntar: quais são os blogs que seguem? Ainda há bons blogs que valha a pena seguir? Preciso de uma nova lista, porque estou cada vez mais cansada das redes sociais. Help a girl out.


If you're reading this blog post then you probably belong to my team: people who still read blogs nowadays. Of course, I consume content on social media and love it, but nothing compares to a well-thought post. That, to me, is the kind of content where you can feel the person is passionate about it. But, unfortunately, all of my favourite blogs are gone. Especially, fashion blogs. Either bloggers stopped uploading or they're just gone. I still remember the days when I took a few minutes of my day to visit my favourite blogs. Get ready for a trip down memory lane in three, two, one... I started with the Swedish blogs that were my favourites (Angelica Blick, Lisa Place a.k.a Lisa Olsson, Kenza Zouiten), I passed by the Spanish ones (Dulceida, Amlul, Collage Vintage) and ended on the Portuguese (Mexiquer, Last Time Around, Malmequer, Keep Calm and Shop Vintage, Fashion Avenue). I mentioned just a few because, honestly, most of them I don't even remember their name. Later on, I also started following British blogs that were a huge inspiration to me and they were actually quite a turning point in my kind of content as well: Shot From the Street, Ropes of Holland, Mira-me (I know she's Portuguese but I decided to include her in this group because I started reading her blog later on). But all of these are gone. I understand people saw something else on social media, something faster, but I really missed those days. Maybe not the kind of content of "this is what I'm wearing and I loved it because of this and that" but, just like everything in this world, I think you can also evolve a blog and create meaningful and inspiring content. All of this is to ask you: what blogs are you following right now? Are there good blogs still being run? I need a new list because I'm just getting tired of social media. Help a girl out.


cardigan, skirt, boots and bag SECOND HAND | top BRANDY MELVILLE




No mês passado, a Fnac enviou-me uma box do seu clube de leitura e o tema desse mês era viagens. As próximas reviews vão ser desses livros, até porque é um estilo de livro que nunca tinha lido, e o primeiro é O Grande Bazar Ferroviário do Paul Theroux. Para mim, é um livro que tem tudo para ser interessante, mas que ao longo da sua leitura vai-se tornado aborrecido. Basicamente, é um relato da viagem que o escritor faz de comboio entre a Europa e a Ásia. Relata, pormenorizadamente, todas as paisagens, locais, edifícios, passageiros com os quais se cruza, o que acaba por ser a minha parte favorita do livro, pois faz-nos sentir como estivéssemos lá também. No entanto, tudo isto é vivido através do olhar de um homem branco americano, se entendem o que eu quero dizer. Tudo o que ele vê encontra alguma falha. Todas as pessoas que encontra são, de alguma forma, inferior a ele. Os seus momentos mais felizes são quando consegue o melhor compartimento para si no comboio. O comportamento ridículo do escritor estraga o que poderia ser um livro fantástico. Quase que parece que ele estava mais focado em escrever o livro do que viver a própria viagem. Aprendes mais sobre quem é o Paul Theroux (o tipo de pessoa que é, a sua personalidade) do que propriamente os países e culturas que ele visita. Não consigo perceber como este livro pode ser considerado um clássico. Talvez um clássico do homem branco, e isto não poderia estar mais errado.


Last month, Fnac sent me one of its book club's boxes and the topic that month was travelling. So the following reviews will be about those books, since I have never read anything of this kind, and the first one is The Great Railway Bazaar by Paul Theroux. To me, it was the kind of book that has everything to be super interesting, but that starts to get boring while you read it. Basically, it's a recount of the writer's trip between Europe and Asia by train. He retells every landscape, location, building, and the passengers he meets along the way, which became my favourite part because it almost makes you feel like you are inside that train as well. However, all of this is seen through the eyes of a white American man, if you know what I mean. Everything he sees is lacking something. Everyone he meets is somehow inferior to him. His joyful moments are when he gets the best train compartment to himself. The writer's behaviour spoilt what could have been an amazing book. It feels like he was more focused on writing this book than actually living the trip. You learn much more about who the writer is (the kind of person, his personality) than about the countries and cultures he visits. I really don't know how can this book be considered a classic. Maybe a White Man's classic, and there are so many things wrong with that.




"Even the smoke of our motherland is sweet and pleasent to us."




Se me seguem no Instagram, provavelmente viram que estive por Budapeste estes últimos dias. Gostei imenso da cidade e claro que vos tinha de trazer o meu travel guide. Estive três dias completos na cidade e acho que é o tempo perfeito para conhecer a cidade, mas fiquem então com todas as minhas recomendações. Se tiverem mais algum dúvida ou algo que gostassem de saber, deixem nos comentários que eu respondo sempre a tudo.


If you follow me on Instagram, you probably saw that I was in Budapest these last few days. I really enjoyed the city and I had to bring you my travel guide. I was there for three full days, and I think it's the perfect time to get to know the city, but here are all my recommendations. If you have any questions or anything you would like to know, just leave it in the comments that I always reply to everything.


What To Do

 


Sabem aquele feeling, quando são crianças, de não querer estar sozinhos na escola? Não querem ser os primeiros a chegar, porque depois têm de estar sozinhos à espera que toda a gente chegue ou aquele feeling quando sabem que não vão ter o vosso grupo de amigos por perto e não sabem muito bem o que fazer com vocês. Acabei de me aperceber que é um sentimento que levamos connosco o resto da vida. Até se pode ir desvanecendo, mas a luzinha está sempre lá a piscar. Passo a explicar. Eu adoro passar tempo sozinha, adoro a minha própria companhia e passar tempo comigo mesma, mas quando a atividade envolve um grande grupo de pessoas ou algo mais social, detesto ir sozinha. Eventos é um exemplo perfeito disso. Eu vou, facilmente, a uma loja sozinha, mas ir a essa mesma loja num contexto de evento sozinha, já é impensável para mim. E acho, aliás, tenho a certeza, que muitos de nós somos assim. Quantas vezes já combinaram com um grupo de amigos encontrarem-se num sítio qualquer antes de um jantar ou de uma festa, só para não chegarem sozinhos? Qual é o problema de aparecer sozinho? Nenhum! Mas acho que no nosso inconsciente somos sempre levados para esses dias na escola. A nossa criança interior está sempre connosco e isto é a prova disso mesmo.


Do you know that feeling, when you were a kid when you didn't want to show up alone at school? You don't want to be the first one to arrive because then you have to be alone waiting for everyone else, or that feeling when you know your group of friends is not going to show up and you don't really know what to do with yourself. I just realize that that feeling keeps chasing up all our life. It can even fade away, but it's always there saying hello to us. Let me explain. I love to spend time on my own, in my own company, and spending time with myself, but when the activity involves a large group of people or something more social, I hate to go alone. Events are the perfect example of that. I can go, easily, to a store by myself, but to go to that same store alone for an event, I can't even think about it. And I think, actually, I'm sure, that a lot of us are like this. How many times have you had dinner or a big party and decided to meet before with your friends somewhere else so you just don't show up alone? What's the big problem with showing up alone? None! But deep down we are always taken to those school days. Our inner child is always with us, and here's proof of that.


 


Queria ter feito este post ontem, com fotografias da semana passada, mas mais vale tarde que nunca, certo? Tenho aproveitado o Outono ao máximo. É a minha estação do ano favorita e tenho tentado fazer tudo aquilo que eu gosto. Desde ficar a ver a chuva num café, a comer castanhas na rua. Espero que gostem das fotos.


I wanted to post this yesterday with photos from last week, but better late than never, right? I've been really enjoying Autumn. It's my favourite season ever, and I've been trying to do everything I love. From watching the rain at a café to eating chestnuts in the streets. I hope you like the photos.


Um dos meus cafés favoritos no Porto, Hakko Bakehouse / One of my favourite cafés in Port, Hakko Bakehouse

 


Longe estão os dias em que eu gostava de ver o telejornal ou ler notícias. Eu juro que antes via o telejornal todos os dias, aliás, até o costumava fazer logo de manhã, enquanto bebia o meu café. Fazia mesmo questão em manter-me informada, mas, agora, sempre que por acaso passo por um canal de notícias, tenho imediatamente de mudar de canal. Pelo bem da minha saúde mental. Sinto que é tudo tão pesado e, se calhar, sou ignorante em fazer isto, mas entre ver uma hora de notícias sobre o que se passa no mundo ou uns minutos de conteúdo escolhido para mim no TikTok, eu escolho o último. No fundo, algumas das coisas que passam no telejornal, nós estamos a vivê-las na pele, por isso, depois de um dia de trabalho, se calhar alguns vídeos no TikTok ou vlogs no Youtube é exatamente o que eu preciso. De me desligar da realidade e passar para um mundo de outfits bonitos e cães fofinhos (o meu algoritmo in a nutshell). Mas não posso deixar de notar esta diferença em mim. Serei eu que estou diferente ou o mundo é que mudou radicalmente? Serei eu que presto mais atenção à minha saúde mental e aquilo que me faz bem, ou o mundo é que se tornou super pesado? Acho que é um pouco dos dois e eu não estou a dizer que aquilo que faço é o correto, mas, por enquanto, é o correto para mim. Estou apenas a desabafar com vocês. Mas digam-me, também se sentem assim? Adorava saber que não estou sozinha nisto.


Far away are the days when I used to watch the news on Tv or actually read the newspaper. I swear I used to watch the news every day, I even used to do it in the morning while I drank my coffee. I always made sure I was informed, but noways, when I go through a news channel I immediately have to switch it. For the best of my mental health. I feel like everything is so heavy and maybe I'm very dumb for doing this but between watching an hour of news about what's going on in the world or a few minutes of content chosen for me on TikTok, I choose the latter. Deep down, some of the things that are going on on the news, we are feeling it ourselves so after a day of work, maybe watching a few TikToks or vlogs on Youtube, it's exactly what I need. To shut off from the real world and go to a world of pretty outfits and cute dogs (my algorithm in a nutshell ladies and gentlemen). But I can't help but notice this difference in me. Am I such a different person or did the world just change completely? Do I pay more attention to my mental health and what makes me good, or did the world just become super heavy? I feel like it's a little bit of both and I'm not saying that what I do is the right thing, but it's the right thing for me right now. I'm just talking and letting it all out. But let me know, do you feel the same way? I would love to know that I'm not alone on this.


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