No mês passado, a Fnac enviou-me uma box do seu clube de leitura e o tema desse mês era viagens. As próximas reviews vão ser desses livros, até porque é um estilo de livro que nunca tinha lido, e o primeiro é O Grande Bazar Ferroviário do Paul Theroux. Para mim, é um livro que tem tudo para ser interessante, mas que ao longo da sua leitura vai-se tornado aborrecido. Basicamente, é um relato da viagem que o escritor faz de comboio entre a Europa e a Ásia. Relata, pormenorizadamente, todas as paisagens, locais, edifícios, passageiros com os quais se cruza, o que acaba por ser a minha parte favorita do livro, pois faz-nos sentir como estivéssemos lá também. No entanto, tudo isto é vivido através do olhar de um homem branco americano, se entendem o que eu quero dizer. Tudo o que ele vê encontra alguma falha. Todas as pessoas que encontra são, de alguma forma, inferior a ele. Os seus momentos mais felizes são quando consegue o melhor compartimento para si no comboio. O comportamento ridículo do escritor estraga o que poderia ser um livro fantástico. Quase que parece que ele estava mais focado em escrever o livro do que viver a própria viagem. Aprendes mais sobre quem é o Paul Theroux (o tipo de pessoa que é, a sua personalidade) do que propriamente os países e culturas que ele visita. Não consigo perceber como este livro pode ser considerado um clássico. Talvez um clássico do homem branco, e isto não poderia estar mais errado.


Last month, Fnac sent me one of its book club's boxes and the topic that month was travelling. So the following reviews will be about those books, since I have never read anything of this kind, and the first one is The Great Railway Bazaar by Paul Theroux. To me, it was the kind of book that has everything to be super interesting, but that starts to get boring while you read it. Basically, it's a recount of the writer's trip between Europe and Asia by train. He retells every landscape, location, building, and the passengers he meets along the way, which became my favourite part because it almost makes you feel like you are inside that train as well. However, all of this is seen through the eyes of a white American man, if you know what I mean. Everything he sees is lacking something. Everyone he meets is somehow inferior to him. His joyful moments are when he gets the best train compartment to himself. The writer's behaviour spoilt what could have been an amazing book. It feels like he was more focused on writing this book than actually living the trip. You learn much more about who the writer is (the kind of person, his personality) than about the countries and cultures he visits. I really don't know how can this book be considered a classic. Maybe a White Man's classic, and there are so many things wrong with that.




"Even the smoke of our motherland is sweet and pleasent to us."

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